quarta-feira, 16 de março de 2016

Figura 12 - Albufeira da Lage


Figura 13 - Barragens do Facho (Facho I) e da Vareta (Facho II)

  •           De momento encontram-se em construção as barragens de Pias (concelho de Serpa) e de Caliços (concelho de Moura).


Distribuição dos recursos hídricos em Portugal

  •   A irregular distribuição dos recursos hídricos no nosso país está relacionada com a também irregular distribuição da precipitação. 
  •   O escoamento da precipitação contribui para o aumento dos caudais dos rios e dos aquíferos, sendo, portanto, natural que as zonas áridas e com pouca vegetação, que têm em consequência disso reduzidos níveis de precipitação, tenham uma disponibilidade de recursos hídricos muito inferior às zonas montanhosas. Sendo o território do Norte e Centro de Portugal tendencialmente montanhoso, e o do Sul tendencialmente plano e com vegetação mais reduzida, verifica-se uma assimetria Norte-Sul na distribuição dos recursos hídricos.
  •        A precipitação não é igual em todo o território, por causa do relevo. Pela observação das figuras podemos concluir que o relevo e a precipitação diminuem de Norte para Sul. Conclui-se também que no sul do país a precipitação é maior junto à costa. Neste caso tal facto fica a dever-se à influência do mar e não do relevo.

 
Figura 14 - Mapa Hipsométrico de Portugal


Figura 15 - Mapa pluviométrico de Portugal

terça-feira, 15 de março de 2016

O ciclo hidrológico


 Figura 16 – Esquema do Ciclo Hidrológico

 O ciclo da água, conhecido cientificamente como o ciclo hidrológico, refere-se à troca contínua de água na hidrosfera, entre a atmosfera, a água do solo, águas superficiais, subterrâneas e das plantas. 
1º - O calor expelido pelo sol aquece a água dos rios, lagos, mares e oceanos ocorrendo o fenómeno da Evaporação. Nesse momento, ocorre a transformação do estado líquido da água para o estado gasoso, à medida que se desloca da superfície da Terra para a atmosfera.

2º - O vapor da água acumula-se na atmosfera, arrefece, e condensa-se na forma de gotas, que formam as nuvens ou nevoeiros. Neste momento, ocorre o processo de Condensação, ou seja, a transformação do estado gasoso da água para o seu estado líquido, ou seja as nuvens.


3º - Com muita água condensada na atmosfera, inicia-se o processo de Precipitação, onde as gotas suspensas no ar tornam-se pesadas e caem no solo na forma de chuva. Em regiões muito frias a água condensada passa do estado gasoso para o líquido e rapidamente para o estado sólido, formando a neve ou o granizo.

4º - Quando o vapor de água condensado cai sobre a superfície terrestre, ocorre a Infiltração de uma parte dessa água que vai alimentar os aquíferos.


5º - Parte da água que se infiltra no solo pode ser absorvida pelas plantas que, depois de utilizá-la é devolvida à atmosfera por meio do processo de Transpiração.


6º - Por fim a água também pode evaporar ou escoar sobre o solo e abastecer os rios, que desaguam em mares e oceanos, onde todo o processo do ciclo da água volta a iniciar-se.

Caracterização das bacias hidrográficas


  • A bacia hidrográfica é definida como a área na qual ocorre a captação de água (drenagem) para um rio principal e seus afluentes devido às suas características geográficas e topográficas.
  • A bacia hidrográfica do Rio Guadiana abrange uma superfície total de 66 800 km2, dos quais 55 220 (83%) em Espanha e 11 580 (17%) em Portugal. É a quarta maior bacia hidrográfica da Península Ibérica, depois das bacias do Douro, Ebro e Tejo.

Figura 17- Bacia Hidrográfica



  •   A bacia nacional do Guadiana encontra-se delimitada a Norte pela bacia do rio Tejo, a Sul pelo Oceano Atlântico, a Este pela fronteira e a Oeste pelas bacias dos rios Tejo, Sado, Mira e Arade, estendendo-se pelas unidades morfoestruturais correspondentes ao Maciço Antigo e à Orla Meridional Algarvia. 


  •   O rio Guadiana nasce nas lagoas de Ruidera em Espanha, a 1700 m de altitude, desenvolvendo-se ao longo de 810 km até à foz, no oceano Atlântico, junto a Vila Real de Santo António. 

  •   Em Portugal, o rio tem um desenvolvimento total de 260 km, dos quais 110 km delimitam a fronteira. O perfil longitudinal do rio apresenta-se, de um modo geral, muito regular, existindo, contudo alguns acidentes importantes, sendo o mais notável a larga planície aluvial onde o rio se espraia, entre Mérida e Badajoz.

  •   A bacia do Guadiana (Ilustração 14) apresenta uma forma comprida e estreita, de direcção geral E-W em Espanha e direcção N-S em Portugal. 



Figura 18- Bacia do Guadiana


Linha de água em estudo – Ribeira de Limas


  • De acordo com os critérios definidos pela DQA, foram identificados 15 tipos de rios, conforme o exposto na ilustração 15.



Figura 19 - Critérios da DQA
A Ribeira de Limas é classificada como Rio do Sul de Média-Grande Dimensão (S1;>100).
  •   Os rios tipo S1; ≤ 100 e S1;> 100 possuem uma distribuição ampla desde a região calcária do Algarve até à Região de Castelo Branco, sendo limitados, a oeste, pela zona sedimentar do Rio Sado. No que se refere à litologia, correspondem ambos a zonas de natureza essencialmente siliciosa, apresentando, no entanto algumas manchas de natureza calcária. Apresenta grau de mineralização intermédio, mas no seu limite Norte apresenta baixo grau de mineralização existindo ainda algumas manchas de elevada mineralização.

  •   Caracterizam-se por uma temperatura média anual elevada (16°C), por uma precipitação média anual baixa (600 mm) e por valores de altitude baixos (em média 140 m). A grande diferença entre os tipos S1; ≤100 e S1;> 100 reside na dimensão da bacia de drenagem, que é superior a 100 km2 no caso do tipo S1;> 100.

  •   A Ribeira de Limas, segundo a DQA, nasce perto de A-do-Pinto. Com uma extensão de 30,4 Km, esta ribeira encaixa nos vales até desaguar no Rio Guadiana.

Figura 20 - Percurso da Ribeira de Limas

Escoamento

  •   Quando chove com muita intensidade ou sucede um degelo, a capacidade de infiltração da água no solo é ultrapassada, acumulando-se na superfície até escoar por uma encosta abaixo, na direção de um curso de água.


  •   Existem três tipos de escoamento, o superficial, onde as deformações do solo são logo preenchidas pela água que depois segue o seu caminho em direção ao curso de água; o subterrâneo, onde parte da água que se infiltra se move verticalmente sob a ação da gravidade e lateralmente sob a ação de um gradiente hidrostático, e por fim o escoamento sub-superficial onde a diferença de permeabilidade entre o solo (mais permeável) e a rocha (menos permeável) faz com que o escoamento ocorra ao nível da superfície que divide esses dois meios. 

  •   Subsistem também dois tipos de escoamento em relação á precipitação, o escoamento direto, (chove e ocorre escoamento superficial) e o escoamento de refluxo que é quando um escoamento sub-superficial emerge para a superfície. 

Figura 21 - Esquema do Escoamento